quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Cicatrizes

Tudo tem o seu tempo e tens que dar tempo ao tempo, mesmo quando este não te deixa ter tempo para ele. Não podes agir como uma criança inocente que cai, levanta e tenta de imediato arrancar a caspinha da ferida. Embora doa, ela quer tirá-la. É um ato infantil, ingénuo e inconsciente. Tens que deixar sangrar e sarar naturalmente. Todas as cicatrizes profundas deixam marcas, umas na pele, outras no coração. Há cicatrizes que são como tattos, umas com memórias, outras com nomes de pessoas, mas no fundo, todas tem um propósito e refletem algo.
Tu és o reflexo das tuas quedas, das tuas feridas que se transformam em cicatrizes e que condicionam as tuas direções. O pior é quando tu sabes onde te doí e por inércia tocas nela. Deixa-a quieta! Ela requer ar como a tua alma necessita refrescar para voltares a aprender a amar, a cuidar, a sonhar, a confiar, a entregar, a sentir e sobretud a viver. As cicatrizes são memórias recalcadas em ti, espelham o que aprendeste, o que vivenciaste mas jamais te poderão limitar. Por isso, cabe-te a ti protegeres as ditas para não reabrirem ou então não fazeres uma outra sob a anterior. Cada ferida tem o seu tempo de cicatrização, não magoes o teu coração. Há momentos que tem que imperar a voz da razão. 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Barco à deriva


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  Não podes viver amarrada a um cais onde não é o teu porto-seguro. Há momentos na vida que é urgente largar os remos, deixar que a força das águas te movam, sentir o vento na tua pele e conseguir alcançar o caminho certo, ou melhor, o lugar e/ou as pessoas que te fazem feliz. Não podes viver agarrada ao que não te motiva e não seja a razão do teu sorriso. Não te culpabilizes por não seguires o GPS da sociedade, o que importa é olhares para o espelho sorrires com o coração.
Não oiças quem te diz que deves suportar aquilo que não te abraça a alma só pelo que outros vão pensar. A vida é como o “Titanic”. Não és egoísta por sonhares com o célebre “navio dos sonhos”. O que importa é que vivas cada momento com a idêntica intensidade que o casal de Jack e Rose viveu. Sente o agora. Não penses no depois, aquando a viagem terminar. Vive. Apenas isso.
  A vida é curta para te conformares a remar entre-os-rios só porque tens receio de navegar em oceanos desconhecidos, os tais que te deslocam do teu eu e daquilo que te impeliram. Às vezes é preciso naufragares para que voltes a reencontrar-te contigo, os teus ideais e sobretudo com os teus sonhos. É preciso soltares a âncora e encontrares o Norte, aquele caminho único que poderá guiar-te para sentires a força mais subtil da natureza, o Amor.
  Cabe-te a ti escolher entre passeares no rio onde te ensinaram a remar ou no mar onde podes aprender a navegar. Não te aprisiones a barcos de fantasia. Permite-te que a vida te mostre os barcos de pura magia. Os de amor e não aqueles que só te provocam dor. Não naufragues em tempestades. Não te prendas nas vozes das tristes mentalidades.
Permite-te sentir e amar. Deixa que te cuidem. Não vivas na ansiedade de ver o barco partir, és tu o piloto da tua vida. És tu que escolhes onde queres estar e ficar. O amor pode conhecer-se neste virar, neste à deriva, mas certamente, que te trará alguém melhor para a tua vida.

Naufraga. Perde-te. Não te ancores ao que não te move do cais. Permite-te conhecer o teu porto-seguro. Escolhe bem a tripulação do teu coração. 

sexta-feira, 31 de março de 2017

As escolhas repetem-se



A maior prova que a vida de universitário é o melhor período das nossas vidas é quando as pessoas que fizeram parte desse trajeto de aprendizagem permanece no teu mundo. O primeiro contato contigo foi decisivo. O sorriso foi cúmplice associado à mesma loucura, a uma personalidade idêntica resultante do historial de vida. Desde esse momento que senti que serias a única escolha possível para seres madrinha de curso. 

Adoro a capacidade da vida dar voltas e de nos fazer surpreender. Há quase seis anos estava a ingressar na Universidade de Évora, ajudavas-me a escolher os temas dos trabalhos, facultavas-me apontamentos, hoje sou eu que te ajudo a escolher as primeiras roupinhas e acessórios do teu bebé, do nosso bebé. 

Ontem tu Sr. Estudante e eu Bicho. Ontem caminhavas na calçada da muy ilustre cidade de Évora de sapatos pretos que tanto magoava os pés. Hoje caminhas com a melhor companhia, na tua barriga, um amor eterno para a vida. Ontem tu guiavas-me no curso superior, hoje sou a madrinha do melhor do teu interior: o teu filho!

Sabes, as coisas repetem-se quando são assuntos do coração.

<3 <3 <3 


PS: Adoro o simples facto de não perderes a tua essência. Perguntas ao que me refiro? Olha bem como dás as boas-vindas ao nosso príncipe Isaac... Querias dizer: baby boy. E eu interpretei que tinhas mal escrito nas fitas a frase: "It's a Boy". No fim, nem uma coisa nem outra. O Inglês não é o nosso forte, ahah. A intenção estava lá e como sempre nós entendemo-nos na nossa distração natural.  Meu Deus, para o que esta criança está guardada. Há coisas que não mudam nunca, tipo NÓS. 

Parabéns futura Mamã. 
Só podia nascer no teu mês de bastante calor,
Está quase a chegar,
Que venha que temos muito amor,

para dar e braços para abraçar.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Limonada...


Tudo e todos necessitamos de pausas. São estas paragens que te conduzem à mudança. Se queres avançar ou alguma coisa mudar é preciso parares, pensares e definires estratégias Cada coisa tem o seu tempo. De que adianta colocares uma espécie de spray de crescimento rápido, se ainda não é a altura certa? Dedica, rega mas não te precipites. Um bom sumo é aquele que é feito por ti. Vais fazer o teu sumo numa bimby ou vais espremer, naquelas máquinas antigas, de forma natural? Pode levar mais tempo, mas irás degustar de forma diferente, especial. Assim é com a vida. Há momentos que é preciso reunir forças e colher a fruta certa para transformá-la em suco. Precisas dos ingredientes certos e maduros. Para isso, deixa-te evoluir. Permite-te sentir. Tudo o que é biológico, tem outro sabor. De que vale mudar a estação, se não for o teu tempo ideal para procederes à colheita do teu limoeiro? 
Se a vida te der limões, porque não fazer uma limonada?